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Aproveite o verão na praia, mas evite a insolação

Depois de muitos dias chuvosos, as praias voltaram a ter tempo bom e altas temperaturas. É nesse momento, em que muitos veranistas pensam em aproveitar intensamente o banho de sol, que os cuidados devem ser redobrados. Muito tempo de exposição pode levar à insolação.

O problema ocorre quando a pessoa fica mais de duas horas sob sol forte. É mais frequente na faixa de horário que vai das 10 às 17 horas, pois a incidência dos raios ultravioletas é maior. A recomendação geral dos médicos é de que o banho de sol aconteça sempre antes das 10 e depois das 17 horas.

A médica Márcia Pupo Thiesen, clínica-geral do Hospital Pilar, explica que o sol pode gerar queimaduras de primeiro ou de segundo grau em todo o corpo. No primeiro caso os sintomas são vermelhidão intensa, dor e ressecamento da pele, já nas situações mais graves ocorre também a formação de bolhas.

Quem fica com insolação corre o risco de ficar desidratada e ter complicações. Caso a desidratação não seja tratada, pode afetar a circulação sanguínea. “Há possibilidade de a pessoa ter órgãos importantes prejudicados, como o coração e os rins, nos casos mais graves. E se o cérebro também for afetado, há possibilidade até de entrar em coma”, alerta a médica.

Em caso de insolação grave, deve-se procurar um médico, para que a hidratação seja feita via corrente sanguínea. Em gravidades menores, a pessoa deve aumentar a ingestão de líquidos – principalmente água e água de coco -, evitar o sol e também tratar da hidratação da pele. Na dúvida opte sempre por consultar um médico.

Além do cuidado com o tempo de exposição ao sol, o veranista deve reaplicar o protetor solar a cada duas horas ou sempre que sair do banho de mar ou de piscina. A clínica-geral indica que o fator de proteção deve ser de no mínimo 30 para o corpo e até fator 50 no rosto. “É preciso lembrar que também há risco de insolação quando há apenas o mormaço. Os cuidados têm que ser os mesmos”, explica a médica do Hospital Pilar.

Crianças

As crianças são mais sensíveis, por isso ficam desidratadas com mais facilidade, alerta a médica. A recomendação é para que os pais sempre ofereçam líquidos para os pequenos e fiquem atentos ao momento de reaplicar o protetor solar.

Thiesen afirma ainda que outro cuidado que se deve ter é no momento da escolha do guarda-sol. Os fabricados com tecidos muito finos não oferecem a proteção desejada.

(Fonte: Gazeta do Povo Online)

(P)

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