Cuidado...
Tem-se falado muito na decadência dos workaholics (aquelas pessoas "viciadas" em trabalho). Mas eles estão mesmo em baixa? É verdade que as empresas estão preferindo profissionais que cumprem apenas o seu horário, e que reservam as horas livres para o lazer, para a família e para o estudo?
"Não é bem assim", afirma a executiva Cecília Shibuya, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). "Muitas pessoas ainda se sentem na obrigação de trabalhar mais do que o seu horário, e muitas empresas ainda sobrecarregam seus funcionários", explica ela.
"As empresas ainda estão começando a entender que qualidade de vida não é custo: é benefício. Ao sobrecarregar as pessoas, perde-se talentos e se colhe prejuízos, por causa do pouco rendimento dos trabalhadores quando estão sob grande pressão", explica.
Mas Cecília também observa que os profissionais precisam impor limites e, acima de tudo, aceitar o desafio de desfrutar do que conquistaram. "As pessoas tendem a ver o trabalho excessivo como uma fase, mas acabam fazendo isso a vida inteira, e perdem o contato com a família e com o lazer. O maior problema enfrentado pelos aposentados, por exemplo, não é nem a saída da empresa, mas a volta para casa", alerta.
Para equilibrar as coisas, Cecília sugere, de um lado, uma mudança na posura gerencial, que respeite os limites e o talento de cada um e, de outro, uma reavaliação, por parte dos profissionais, sobre o que esperam de seu trabalho e de suas vidas.
(Fonte: Redação Terra)
